Junta de Freguesia de Vila Alva Junta de Freguesia de Vila Alva

Património

Património romano

Barragem de Nossa Senhora da Represa (imóvel de interesse público)


É construída, na sua maior parte, em lajes de xisto argamassadas dispostas sem um padrão definido (opus incertum). Apresenta uma altura máxima visível, desenvolvimento e espessura de, respetivamente, 1.80m, 81m e 1.60m. Tem nove esporões espaçados de maneira desigual com comprimentos variando entre 1,20m e 2.0m.
Situa-se nas proximidades da Ermida da Senhora da Represa (que lhe dá o nome), junto da bifurcação da estrada de Cuba para Vila Alva e Vila Ruiva.


Outros vestígios


A sul da estrada que liga Vila Alva a Vila Ruiva, entre o Outeiro Alto e o Ferragial dos Almocreves, e a cerca de 700m a NE da barragem de Senhora da Represa (na zona conhecida popularmente como “Termo de Évora”), é possível encontrar à superfície uma profusão de vestígios: telhas (tegulae e imbrices), tijolos (lateres) de formatos diversos, fragmentos de ânforas, pedaços de asas, bordos e fundos de cerâmica comum doméstica e de cerâmica fina (terra sigillata). Tudo presumivelmente proveniente da villa romana de Aiolos, que se encontrará enterrada a uma profundidade desconhecida.
Mais recentemente, no âmbito dos trabalhos em curso para instalação de condutas pela EDIA, apareceram vestígios da mesma época no Ferragial dos Almocreves e junto ao Chafariz dos Carvalhos, ambos também nas proximidades do “Termo de Évora”.
Vestígios da mesma natureza foram também encontrados perto da Ermida de São Bartolomeu e nas imediações das Pedras das Zorras (provavelmente provenientes de uma villa também ela destruída por trabalhos agrícolas).
Foram encontradas, e também destruídas por trabalhos agrícolas, sepulturas romanas: na ladeira poente do Outeiro Alto, poucas dezenas de metros abaixo do Moinho do Dentes; a meio da encosta que fica em frente ao campo de futebol, à esquerda da estrada que liga Vila Alva a Albergaria dos Fusos.
Também no perímetro urbano de Vila Alva foram encontrados alguns vestígios: uma cupa funerária que estava encostada à parede do nº 2 da Travessa do Berço, a servir de degrau (não se sabe quando nem de onde veio); abundantes vestígios de cerâmica e um denário do tempo da República, igualmente no nº 2 da Travessa do Berço; dois fragmentos de fuste de coluna romana que estavam engastados na esquina de um portão, na Travessa do Justo.




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